Fracasso do ano, filme do “Porta dos Fundos” foi retirado dos cinemas antes do previsto

Mesmo tendo contado com ampla divulgação nas redes sociais, jornais, revistas e televisões – sendo um dos filmes brasileiros mais badalados pela mídia e com maior divulgação dos últimos anos -, além de ter estreado em 515 salas de cinema pelo país, o filme “Contrato Vitalício”, do Porta dos Fundos, se tornou um dos maiores fracassos de bilheteria do ano.

Financiado com dinheiro de milhões de pagadores de impostos brasileiros (3,5 milhões de reais de uma lei similar à Lei Rouanet), o filme atingiu uma bilheteria total de 460 mil pessoas em todo o país e R$ 6,2 milhões de faturamento (que não voltarão para os bolsos dos pagadores de impostos que financiaram o filme). Com o fracasso, o filme foi retirado dos cinemas às pressas, com apenas três semanas de exibição, quando o previsto era que ficasse dois meses em cartaz.

O filme brasileiro mais visto no ano, “Um Suburbano Sortudo”, ficou um mês e meio em cartaz e atingiu uma bilheteria de 1,07 milhão de pessoas, e a previsão da produtora e de parte dos analistas do mercado era que o filme do Porta dos Fundos atingisse bilheteria similar. A equipe do filme e alguns críticos de cinema culparam as animações americanas, que atraíram milhares de espectadores aos cinemas quando o filme do Porta dos Fundos estava em cartaz, e o brasileiro “Carrossel 2 — O Sumiço de Maria Joaquina” pelo insucesso, e não o boicote do público pagante ao grupo.

Dessa forma, fica fácil entender por que artistas como Gregório Duvivier não são fãs do livre mercado: porque quando há liberdade, filmes como esse provavelmente sequer teriam sido feitos de forma privada, dado o baixo interesse do público.

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12 COMENTÁRIOS

  1. Eu assisti esse filme e realmente foi um tédio de tão chato. Me arrependi de ter gastado dinheiro nisso . Totalmente sem graça

  2. Prefiro assistir Coxinha e Doquinha. Se lançar o filme do Nas Garras da Patrulha, estrelando Coxinha e Doquinha(vão caçar no Youtube e se esbaldem de rir), dá boa bilheteria.

    • Prefiro assistir a Mortadela e Salaminho, este sim, um verdadeiro classico nacional. Muita corrupção, falcatrua e um tantinho assim de vadiagem. Recomendo!

  3. Há duas questões que a esquerda não entende, uma é que para entrar e disputar os clientes, o chamado mercado, é necessário competência e ela é desconhecida e desconsiderada. Outra é que para ficar no mercado é necessário inovar e ser reconhecido pelo mérito.

    E a remuneração decorre do fato de se saber agregar valor ao produto ou serviço. Caberiam se perguntar: Qual valor foi agregado com este produto a seu cliente.

    Veja o filme “Sempre a seu lado”, seguramente de baixo custo, já que se baseava em três ou quatro cenários e poucos artistas. Mas é pura emoção. E o principal valor agregado é a reflexão sobre a a vida.

  4. Eu fui um dos que deixaram de assistir após saber que fora financiado com dinheiro público. Gostaria de saber quantos ingressos foram doados a instituições filantrópicas ou públicas? Fui assistir com minha filha Carrossel e foi muito prazeroso, pois os filmes do porta dos fundos não é para a familia, como deveria ser, pois sair com dinheiro público. E outra, se cobra bilheteria nenhum tipo de cultura deveria ser custeado com $$ público, somente produções gratuitas ao público que deveriam receber algo do governo, pois ai sim estariam dando entrada dos pobres na cultura…

    • Na verdade, não é dinheiro público enquanto não entrar pros cofres do Estado. É dinheiro de empresa(s)¹ indo para a produção, ao invés de ser desperdiçado com a ineficiência estatal.
      Dito isto, devo deixar claro que, por outro motivo, sou CONTRA a lei Rouanet E TAMBÉM contra a lei de incentivo ao esporte, que tem, analogamente, o mesmo teor. Explico: tais leis são vistas como “fuga” dos impostos. Ora, fica claro que os pontos nevrálgicos, portanto, são a alta carga tributária, aliada à excessiva burocratização. Sem a primeira, cultura e esporte podem ser vistos mais como investimento do que como “melhor com eles do que com o Estado”; sem a segunda, cotas menores, de quem realmente necessita de patrocínio, podem ser disputadas.

      ¹ Quais empresas? Oi? Caixa Seguradora? Sinto cheiro de mer….BNDES/fraude aí…dinheiro dos cofres públicos indo para empresas que usam essas leis para aliviar o pagamento de impostos…antes fossem empresas privadas sem financiamento – promíscuo – estatal.

      • O problema da renúncia fiscal seletiva é o Estado ficar escolhendo quem fica rico, tal qual ocorre nos empréstimos do BNDES a juros abaixo dos praticados no mercado, nas medidas protecionistas contra concorrência estrangeira e nas regulações que criam oligopólios artificiais.

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