Por que a esquerda ama os bandidos

Como sabemos, qualquer pessoa não alinhada à extrema-esquerda que ingresse no governo tem, imediatamente, sua vida vasculhada pela imprensa. Qualquer mancha na biografia é motivo de condenação sumária. Qualquer ato politicamente incorreto é motivo para linchamento midiático. No entanto, tudo – tudo mesmo – é aceitável se a pessoa ilustrar alguma retórica socialista.

Por exemplo: a mesma esquerda que repudia quem elogia torturadores enaltece ditadores e ditaduras que torturaram e assassinaram milhares de vezes mais pessoas.

Não consigo lembrar de uma única reportagem na grande imprensa brasileira sobre a participação de pessoas como Dilma, José Dirceu, José Genoíno e Aloysio Nunes em grupos terroristas que assassinaram pessoas durante a ditadura militar e que planejavam implantar no Brasil uma ditadura muito mais violenta do que a que combatiam. Por outro lado, ainda é comum reportagens sobre os anos da ditadura.

As mesmas pessoas que pedem cadeia para Aécio e Temer pedem liberdade para Lula.

É pertinente esclarecer por que a esquerda se esforça tanto em defender bandidos comuns, ladrões, assaltantes e até pedófilos, como houve há dois dias com G1, O Globo e Quebrando Tabu enaltecendo um estuprador de crianças condenado a 50 anos de prisão porque ele foi aprovado em um vestibular da UFPA pelo sistema de cotas.

Para a esquerda marxista-leninista representada por partidos como PT, PSOL e PCdoB, não existe crime. Existe apenas “história”. A história de luta de classes, uma tese sem qualquer fundamento na realidade.

Por conta disso, os atos de indivíduos que representam a suposta classe dos “oprimidos” contra indivíduos que representam a suposta classe dos “privilegiados” são reparações, não crimes. Segundo a teoria socialista, um bandido que rouba alguém está tomando de volta o que deveria pertencer a ele. Um criminoso que assalta a estudante de uma universidade particular é um “agente da revolução do proletariado”. Não houve crime. Houve reparação. Se ele agredi-la ou matá-la, terá apenas dado vazão à revolta de sua classe contra “séculos de opressão burguesa”.

Dessa forma, tenta-se fazer a sociedade acreditar que a prisão de cada assaltante é um ataque a todos os pobres enquanto classe social.

É assim que os petistas de todos os partidos enxergam o mundo. De Lula à Márcia Tiburi, não há personalidade da esquerda que não tenha justificado o crime.

 

O que movimento socialista ganha em defender ladrões e assassinos?

Como já escreveram Marx, Marcuse e Gramsci, não há revolução sem desqualificação das instituições. Defender um ladrão significa atacar a justiça. Desqualificada da função de prender “ladrõezinhos”, a justiça também estará desqualificada da função de coibir ações fascistas de grupos como MTST e CUT e, claro, de prender um ex-presidente socialista condenado por corrupção.

Isto fica mais claro quando estamos sob um governo não alinhado à partidos de extrema-esquerda, mas a mesma estratégia é utilizada em governos de esquerda eleitos democraticamente como os de Lula e Dilma.

Um estado democrático é caracterizado pela independência dos três poderes, com cada um vigiando os outros para impedir abusos contra a população.

A desqualificação do Poder Judiciário é a tentativa de criar no imaginário popular a necessidade de uma reforma – “uma nova justiça” – que, liderada pela esquerda, seria facilmente manipulada para aumentar o poder do Executivo, subordinando a justiça ao Presidente da República. Foi o que Hugo Chávez e Nicolás Maduro fizeram na Venezuela.

O Estatuto do Desarmamento teve essa intenção.

Enquanto a militância socialista nas ruas, nas universidades e na imprensa estimulava a criminalidade, todos os partidos de esquerda – do PT ao PSDB – uniram-se para restringir o porte de armas sob a justificativa de diminuir a violência urbana. Conseguiram.

Defendem isso com tanto afinco porque sabem que uma população desarmada pede cada vez mais proteção ao estado, justificando a criação de mais e mais leis de controle da liberdade e da propriedade privada. Pior: uma sociedade desarmada não tem poder de reagir à tirania do governo, vide o drama dos venezuelanos.

A esquerda investe tanto nisso porque tem convicção de que, em algum momento, terá pleno poder no país. Se não foi com Lula e Dilma, será com outro.

Como conta a história – e devemos sempre considerá-la porque a própria esquerda faz questão de repetir seus procedimentos −, o movimento socialista atua em diversas frentes ao mesmo tempo. Na cultura, desqualificando os padrões estéticos construídos ao longo de séculos para impor “novos valores” criados por ela, financiando artistas e intelectuais alinhados às suas pautas enquanto isola os demais. Na religião, destruindo princípios cristãos para substituir a igreja pelo estado na vida das pessoas. Na economia, insistindo na ideia de que o estado deve controlar o mercado e promover uma ampla política de impostos para deixar pessoas e empresas dependentes do financiamento estatal. Na educação, criando uma massa de militantes. Na política, criando formas legais de obrigar cristãos a financiar anticristãos, empresários a financiar comunistas, trabalhadores a financiar vagabundos. Por fim, na justiça, criando leis que beneficiam criminosos para que a sociedade honesta esteja sempre acuada e dependente da proteção do governo.

Uma vez com o pleno controle, o estado socialista converte a tolerância ao crime em sistemática e massiva campanha contra todos os criminosos que, nesse momento, já são todos os cidadãos não alinhados ao partido do governo. Foi assim na URSS, na China, em Cuba, na Venezuela… e quase no Brasil.

50 COMENTÁRIOS


  1. Deprecated: get_user_by_email está obsoleto desde a versão 3.3.0! Use get_user_by('email') em seu lugar. in /var/www/html/wp-includes/functions.php on line 5211
    Dorisvaldo

    Eles amam os bandido até um da família deles levar uma facada no peito kkk.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here