Macri quer isentar parte dos argentinos do pagamento de IPTU / IPVA

Em mais uma medida para aumentar a renda da população frente à inflação gerada pelo governo de esquerda anterior e reduzir o impacto do estado, o presidente da Argentina, Maurício Macri, anunciou na última sexta-feira que irá encaminhar em março ao Congresso uma proposta para reduzir o impacto do Imposto sobre Bens Pessoais, uma espécie de super IPTU/IPVA que é cobrado sobre todos os ativos do país: imóveis, móveis, veículos, obras de arte, saldos de contas correntes, dinheiro vivo declarado, moeda estrangeira, ações e participações societárias. O presidente argentino pretende aumentar a faixa de isenção a fim de que menos pessoas paguem o imposto, numa medida similar à anunciada em relação ao imposto de renda. A nova faixa de isenção prevista ainda não foi definida.

Atualmente, todos os argentinos com mais de 305 mil pesos (76 mil reais) em ativos até o dia 31 de dezembro do ano anterior são obrigados a pagar o imposto. Entretanto, o limite de isenção não é atualizado desde 2007, o que tem feito com que cada vez mais argentinos estejam sujeitos ao pagamento. Em abril de 2007, o imposto era cobrado sobre aqueles que tinham ativos superiores a 98 mil dólares. Entretanto, como a faixa de isenção foi mantida inalterada por quase dez anos, atualmente todos aqueles com ativos superiores a 20 mil dólares são obrigados a pagar o imposto, o que significa que todos aqueles que tenham um imóvel, incluindo os mais pobres, estão sujeitos ao imposto.

O Imposto sobre Bens Pessoais foi criado de forma temporária em 1991 como um Imposto sobre Fortunas e várias vezes prorrogado.

Com informações do La Nación

8 COMMENTS

  1. Em mais uma medida para reduzir o impacto do estado, o presidente da Argentina, Maurício Macri, anunciou hoje que o piso de isenção do imposto de renda no país passará de 15 mil pesos por mês (4 mil reais) para 30 mil pesos por mês (8 mil reais), sendo retroativo a 1° de janeiro. Com este aumento de 160% no piso, apenas 5% dos argentinos pagarão imposto de renda.

    “Alguém que tenha um salário líquido de 21300 pesos passará a ganhar 26600 pesos”, exemplificou Macri. Dessa forma, o salário dos argentinos irá subir de forma significativa sem que seja necessário um amplo aumento no salário mínimo, como desejam os sindicatos do país.

  2. Tem que acabar é com os cargos de
    Comissão. Pelo que percebi ele irá atualizar os impostos, pois fala que irá encaminhar proposta para diminuir o impacto, só quero ver no que vai dar.

  3. O ideal era acabar de vez com o imposto ou er um valor igual (e muito baixo) para todos. Mas já é alguma coisa.

  4. De que forma isso poderia conter a inflação?
    Isso não aumentaria a quantidade de moeda corrente podendo vir a desvalorizá-la mais ainda?
    Ou a medida é para mitigar os efeitos da inflação gerado pelas forças do mercado para que ele entre em equilíbrio?

    • O que gera inflação não é a circulação do dinheiro, é a impressão de mais moeda por parte do governo. Basta o governo não elevar a oferta monetária – o que foi feito por meio do corte de subsídios estatais, ou seja, do corte de custos estatais – que é perfeitamente possível tomar medidas como essas sem elevar a inflação.

      • Pois é Marcelo. Entretanto a medida é justificada pelo Macri sendo por causa da inflação, isso que não entendi. Como reduzir imposto sobre o patrimônio reduz a inflação? Não seria mais adequado reduzir impostos sobre a oferta para atingir o aumento geral dos preços?

        • Você não entendeu, Matheus. Ele adotou essa medida não para reduzir a inflação, mas para reduzir o impacto da inflação na vida do cidadão. Como a inflação diminui o poder aquisitivo da população, isenção tributária elevará a renda, tentando equilibrar o problema. Essa foi a finalidade.

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